poeta
pó-de-tudo
pó-de-nada
sendo o navegante
náufrago da voz eternizada
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
mal dor-mida
duas noites sem punheta
e o soluço explosivo
mendigando a realeza do coração cansado
paredes de plantas carnívoras que não se devoram
deveria ser deus entre a cegueira do concreto e sua marcha
lírica prostituda em meu vilarejo nômade
e o soluço explosivo
mendigando a realeza do coração cansado
paredes de plantas carnívoras que não se devoram
deveria ser deus entre a cegueira do concreto e sua marcha
lírica prostituda em meu vilarejo nômade
terça-feira, 17 de agosto de 2010
assim falou meu transe
são os castrados
os compassivos saudosistas que enxergam o ralo
que perpetuam o frígido orgasmo da impotência
afim de rebaixar tudo que tem espírito
depois adjetivam a palavra como se fosse um docinho
esquecendo nas vísceras da ressonância
que a poesia se movimenta no corpo da língua
sons agora dançam no turbilhão da imagem
encarnada e sem destino...
os compassivos saudosistas que enxergam o ralo
que perpetuam o frígido orgasmo da impotência
afim de rebaixar tudo que tem espírito
depois adjetivam a palavra como se fosse um docinho
esquecendo nas vísceras da ressonância
que a poesia se movimenta no corpo da língua
sons agora dançam no turbilhão da imagem
encarnada e sem destino...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
...
quero um desenho com gosto de neve
uma língua salpicada de delírio antes que anoiteça
a fome do belo colorindo o fosco
melodia onírica pra combater a monotonia do mundo
rimbaud criança com suas iluminações imperfeitas
anseio do esquecimento sua morada
fantasia geringonça na cabeça
girassol do instinto no orvalho desta hora
uma língua salpicada de delírio antes que anoiteça
a fome do belo colorindo o fosco
melodia onírica pra combater a monotonia do mundo
rimbaud criança com suas iluminações imperfeitas
anseio do esquecimento sua morada
fantasia geringonça na cabeça
girassol do instinto no orvalho desta hora
quarta-feira, 7 de julho de 2010
...
gralha esqueceu cachecol na árvore
dentro da sombra
convalescente do silêncio que morre
espiritualizo distância
mandioca na boca da terra
beijo com fome invisível
por isso respiro
transtornado o declínio
das castidades suntuosas
dentro da sombra
convalescente do silêncio que morre
espiritualizo distância
mandioca na boca da terra
beijo com fome invisível
por isso respiro
transtornado o declínio
das castidades suntuosas
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