escuto voz que me invade
no momento anarquista do sonho
só não desejaria atormentar a carne
acovardando o rosto de meu herói
personagem pardo desta comédia
nunca soube sentir os rabiscos de batom na porta
são retratos as conversações de ninguém
os que rezam aos querubins da quebrada
sem convivência no lençol da noite
chupo seios de sereno
então cuspo e costuro minha boca com agulhas de cera
sonho pescoço na miragem da lua
por que há problemas demais no que se esquece
firmamento que mora longe
chegará o dia em que meus olhos
vão encontrar com os olhos do infinito
arrotando palavras que roucam e motivos de sobra
na solidão da alma
não existe vacina contra o terror
diarréia por telefone
tampouco nada pode aplacar mazela
a novidade aqui existe no exílio
como se fosse porcaria perfeita
há em mim uma péssima notícia de escombros
dom de fábula com estandartes de influenza
20 alá e uma big-band do islã
não retornaria aos cemitérios do dedo
outrora meu cansaço meteu o pau no verbo
quase na novela do corpo
tragédia nas entranhas do subúrbio
foi assim que vi o vento o verme e o poema
emporcalhando minha loucura
vontade de sair do labirinto superficial do ego
esqueleto em casa de puta
meu lirismo de braço quebrado
bebeu os beijos de outros lábios
lapidando o dilúvio
na vaidade da volúpia
posso ouvir o volume do berro
onde moram mulas menstruadas de atrevimento
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
hipnose das coisas ordinárias
vulto volta e vêm esmagar os espaguetes do coração
de forma que os peixes se iludam
labirinto é o que tenho
um cobertor de trovas
na pedofilia da noite que não sara
se eu dormir que me acordem os pirilampos
até ficar zonzo entre os malabaristas do ermo
tal como dante atravesso o inferno sem nenhum arranhão
meu sussurro derrete o detalhe da revista
então trago das iluminações monstruosas esta raiva
outrora é preferível gritar no escuro silencioso do tempo
lançando os dados sobre a mesa
multiplicando a sombra de infinito
como se tudo profanasse a liturgia
do que ficar ruminando
a embriaguez da voz ao invés do gozo
pois ainda preciso eliminar as nódoas
me curar desta solidão sem graça
traduzindo a impotência do espelho
a terra que vomita sol
do outro lado da amazônia é a mesma
com cheiro de carniça em caco de telha
de forma que os peixes se iludam
labirinto é o que tenho
um cobertor de trovas
na pedofilia da noite que não sara
se eu dormir que me acordem os pirilampos
até ficar zonzo entre os malabaristas do ermo
tal como dante atravesso o inferno sem nenhum arranhão
meu sussurro derrete o detalhe da revista
então trago das iluminações monstruosas esta raiva
outrora é preferível gritar no escuro silencioso do tempo
lançando os dados sobre a mesa
multiplicando a sombra de infinito
como se tudo profanasse a liturgia
do que ficar ruminando
a embriaguez da voz ao invés do gozo
pois ainda preciso eliminar as nódoas
me curar desta solidão sem graça
traduzindo a impotência do espelho
a terra que vomita sol
do outro lado da amazônia é a mesma
com cheiro de carniça em caco de telha
sexta-feira, 26 de março de 2010
...
grave escrevia a memória
imortalizando o palhaço a panqueca e o rosto
lágrimas atropelam o devaneio
averiguando que depois daquela angústia
o sol se esconderia por debaixo do tapete
de carne se oferecia o carma
nas mãos do deserto
ego de pedra reclamou cidade
na carruagem dos explossivos
avolumou-se o grito o grilo e o gafanhoto
noutro dia a confusão das capivaras
pernilongos de chumbo
e uma escola de pirilampos obesos
no mistério da noite
flores reprovavam o vento
marionetes do trapo atropelavam a aurora
rabiscando revolta
concreto se transformou o destino
numa pirâmide de piolhos azuis e aborígens do gozo
outrora sei ser espelho
mel de açucar/papo de moldura/instinto
à moda das múmias no sarcófago
vale o escrito por três dias
imortalizando o palhaço a panqueca e o rosto
lágrimas atropelam o devaneio
averiguando que depois daquela angústia
o sol se esconderia por debaixo do tapete
de carne se oferecia o carma
nas mãos do deserto
ego de pedra reclamou cidade
na carruagem dos explossivos
avolumou-se o grito o grilo e o gafanhoto
noutro dia a confusão das capivaras
pernilongos de chumbo
e uma escola de pirilampos obesos
no mistério da noite
flores reprovavam o vento
marionetes do trapo atropelavam a aurora
rabiscando revolta
concreto se transformou o destino
numa pirâmide de piolhos azuis e aborígens do gozo
outrora sei ser espelho
mel de açucar/papo de moldura/instinto
à moda das múmias no sarcófago
vale o escrito por três dias
quinta-feira, 4 de março de 2010
...
há bastante paraíso neste teu silêncio
uma entrega momentãnea cheia de nomes tatuada na carne
onde meu tédio insiste em brincar com tua memória
talvez coma o verde de teu sorriso
ou me embriague com a maça da última serpente
hoje o agora foge
no arsenal da escultura sofro
já não quero inventar palavras
há prejuizo demasiado em meus olhos
lôtus de um novo grito
um qualquer assombro que me faz
moribundo nesta caminhada
acendo vela e peço
eu - um poema perdido
naufrágio não mais
delirante lírio
no crepúsculo sobrenatural desta fumaça
minha mãos reclamam e desgastam o rosto
fadas e runas a mim
me transformei em arbusto
e só procuro morada dentro
posso repousar o corpo de inútil
enfeitar minha língua com o rabo do mico
tecer um novo acesso
abrir os portais desordenados da imaginação
para um céu de outras cores
outrora nunca vou ser espelho
porém tuas maravilhas incorporo
como se fosse revolta
revoada de estrelas na nuca do dia ...
uma entrega momentãnea cheia de nomes tatuada na carne
onde meu tédio insiste em brincar com tua memória
talvez coma o verde de teu sorriso
ou me embriague com a maça da última serpente
hoje o agora foge
no arsenal da escultura sofro
já não quero inventar palavras
há prejuizo demasiado em meus olhos
lôtus de um novo grito
um qualquer assombro que me faz
moribundo nesta caminhada
acendo vela e peço
eu - um poema perdido
naufrágio não mais
delirante lírio
no crepúsculo sobrenatural desta fumaça
minha mãos reclamam e desgastam o rosto
fadas e runas a mim
me transformei em arbusto
e só procuro morada dentro
posso repousar o corpo de inútil
enfeitar minha língua com o rabo do mico
tecer um novo acesso
abrir os portais desordenados da imaginação
para um céu de outras cores
outrora nunca vou ser espelho
porém tuas maravilhas incorporo
como se fosse revolta
revoada de estrelas na nuca do dia ...
...
sapo dentro do tanque
sono chorado de uma tarântula
tudo mal resolvido
dentro da casa com conforto
meus olhos ardem
na alquimia do tempo
há uma risada corrosiva na dialética da chuva
outrora tenho contaminado o fôlego
amor amarrotado de desejo
inventário do sonho cansado de tanta dor
sono chorado de uma tarântula
tudo mal resolvido
dentro da casa com conforto
meus olhos ardem
na alquimia do tempo
há uma risada corrosiva na dialética da chuva
outrora tenho contaminado o fôlego
amor amarrotado de desejo
inventário do sonho cansado de tanta dor
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
...
os imprevisiveis adentraram
os portais da imaginaçao condenada
deixando com que a palavra se movimentasse na forca
afim de acabar com os trejeitos
na traquinagem efemera do totem
a cabeça ritmou distância
vaticinio da menina de blusa vermelha
os portais da imaginaçao condenada
deixando com que a palavra se movimentasse na forca
afim de acabar com os trejeitos
na traquinagem efemera do totem
a cabeça ritmou distância
vaticinio da menina de blusa vermelha
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
mukadim
quando os pirilampos e os avestruzes se transfiguram
tudo termina
pancadaria-sonambula
sei que detesto
tripas
trapos
truques e trovas
caralho
machuquei meu dedo
tudo termina
pancadaria-sonambula
sei que detesto
tripas
trapos
truques e trovas
caralho
machuquei meu dedo
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